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Coach – Centros de apoio

Coach – Centros de apoio


Centros de Apoio

CENTROS DE APOIO
Extraído do livro “Os Sete Hábitos das pessoas altamente eficazes” de Stephen R. Covey (domínio público)
Os textos a seguir, estão resumidos de forma a dar uma ideia da representatividade do centro de apoio e dos centros alternativos das pessoas. Recomendamos fortemente a leitura do livro “Os Sete Hábitos das pessoas altamente eficazes” de Stephen R. Covey, editora Best Seller. Este livro pode ser adquirido gratuitamente no formato e-book no site Lê livros. Este site disponibiliza livros de domínio público. Link: http://lelivros.love/book/baixar-livro-os-7-habitos-das-pessoas-altamente-eficazes-stephen-covey-em-pdf-mobi-ou-ler-online/
Para escrever uma missão pessoal, precisamos começar pelo centro do Círculo de Influência, o centro no qual residem nossos paradigmas mais básicos, as lentes que usamos para observar o mundo.
É aqui que lidamos com nossa visão e nossos valores. É aqui que usamos nossos dons de autoconsciência para examinar os mapas, e ao adotarmos os princípios corretos, garantir que eles descrevam acertadamente o território e também que nossos paradigmas estejam baseados em princípios e realidades. Aqui utilizamos o dom da consciência como bússola para nos ajudar a detectar nossos próprios talentos especiais e áreas onde podemos dar nossa contribuição. Aqui utilizamos o dom da imaginação para criar mentalmente o objetivo desejado, dando sentido e propósito a nossas tentativas iniciais, fornecendo a substância para uma constituição pessoal escrita.
[..]O que estiver no centro de nossa vida será a fonte de nossa segurança, orientação, sabedoria e poder.
A Segurança representa o senso de valor, a identidade, a estabilidade emocional, o amor-próprio, a força pessoal básica ou a falta dela.
A Orientação representa a fonte do rumo na vida. Incluída em seu mapa, o quadro interno de referências interpreta para nós o que acontece no mundo. São padrões, princípios ou critérios implícitos que governam a tomada cotidiana de decisões e atitudes.
A Sabedoria é nossa perspectiva de vida, o senso de equilíbrio, a compreensão de como várias partes e princípios se aplicam e se relacionam uns com os outros. Ela envolve o julgamento, o discernimento, a compreensão. É uma gestalt, ou integridade, um todo integrado.
O Poder é a faculdade ou capacidade para agir, a força e a potência para conquistar algo. É a energia vital para se fazerem escolhas e tomar decisões. Ele também inclui a capacidade para superar hábitos profundamente arraigados e cultivar outros mais nobres, mais eficazes.
Estes quatro fatores — segurança, orientação, sabedoria e poder — são interdependentes. A segurança e uma orientação clara geram a verdadeira sabedoria, e a sabedoria é a faísca ou catalisador que liberta e dirige o poder. Quando estes quatro fatores estão presentes em conjunto, harmonizados e alimentados uns pelos outros, criam a força imensa de uma personalidade nobre, de um caráter equilibrado, de um indivíduo maravilhosamente íntegro.
CENTROS DE APOIO ALTERNATIVOS
Cada um de nós tem seu centro, apesar de costumeiramente não o reconhecermos como tal. Tampouco aceitamos os efeitos abrangentes deste centro em todos os aspectos da vida.
Vamos nos deter por um momento nos diversos centros dos paradigmas básicos que as pessoas normalmente possuem, para alcançar uma compreensão melhor do modo como eles afetam estas quatro dimensões fundamentais (Segurança, Orientação, Sabedoria e Poder) e, em última análise, o conjunto da vida que flui a partir delas.
Centrado no cônjuge. […]Se nosso senso de valor emocional deriva primeiramente do casamento, existe um alto grau de dependência deste relacionamento. Nós nos tornamos vulneráveis aos humores e sentimentos, ao comportamento e ao tratamento dispensado pelo cônjuge, ou a qualquer outro evento externo que possa ameaçar o relacionamento — o nascimento de um filho, os sogros, as dificuldades econômicas, os sucessos sociais e assim por diante. Quando a responsabilidade cresce, e a tensão aumenta em um casamento, tentamos retornar aos papéis que nos deram quando crescíamos. Mas o outro cônjuge faz o mesmo. E os papéis são normalmente incompatíveis. Modos diferentes de lidar com o dinheiro, a educação das crianças ou com os pais de cada um. Quando estas tendências profundamente arraigadas se combinam com a dependência emocional no casamento, o relacionamento centrado no cônjuge revela toda a sua vulnerabilidade. […]
  • Segurança:
    • Seu sentimento de segurança está baseado na forma como seu cônjuge o trata.
    • Você é altamente vulnerável aos humores e sentimentos de seu cônjuge.
    • Há um profundo desapontamento, que leva ao afastamento ou conflito quando seu cônjuge discorda de você ou não corresponde às suas expectativas.
    • Tudo que pode interferir no relacionamento é tido como ameaça.
  • Orientação:
    • Sua orientação deriva das necessidades e vontades suas e de seu cônjuge.
    • Seu critério para tomar decisões é limitado pelo que acredita ser o melhor para o casamento ou para seu cônjuge, ou pelas preferências e opiniões deste.
  • Sabedoria:
    • Sua perspectiva de vida evita coisas que possam influenciar positiva ou negativamente seu cônjuge ou a relação de vocês.
  • Poder:
    • O poder de agir é limitado pelas fraquezas de seu cônjuge e pelas suas.
Centrado na família. […]As pessoas que se centram na família obtêm seu senso de segurança ou o amor-próprio da tradição, cultura ou reputação familiar. Sendo assim, tornam-se sensíveis a qualquer mudança nessa tradição, cultura ou a influências que possam afetar esta reputação. Pais centrados na família não possuem liberdade de sentir, nem poder suficiente para educar os filhos com o bem-estar destes, verdadeiramente, em primeiro lugar. Se eles dependem da família para sua segurança emocional, sua necessidade de ganhar popularidade com os filhos pode ser maior do que a importância de um investimento a longo prazo no amadurecimento e no crescimento deles. […]
  • Segurança:
    • Sua segurança se baseia na aceitação familiar e em corresponder às expectativas.
    • Seu senso de segurança pessoal é tão volátil quanto a família.
    • Seu senso de valor se baseia na reputação da família.
  • Orientação:
    • As determinações familiares são a referência quanto à correção de suas atitudes e de seus comportamentos.
    • Seu critério para a tomada de decisões encontra-se no que é bom para a família, ou no que os membros da família desejam.
  • Sabedoria:
    • Você interpreta a vida em termos de família, criando uma compreensão parcial da realidade e o narcisismo familiar.
  • Poder:
    • Suas ações são limitadas pelos modelos e tradições familiares.
Centrado no dinheiro. [..]A segurança econômica é a base para a existência de oportunidades de se agir em outras esferas da vida. Em uma hierarquia ou escala de necessidades, a sobrevivência física e a segurança econômica estão em primeiro lugar. As outras coisas importantes nem sequer são despertadas até que esta necessidade básica seja satisfeita, mesmo que minimamente. [..] Quando o senso de valor deriva das rendas financeiras, tornamos vulneráveis a tudo que possa afetá-las. Mas o trabalho e o dinheiro, por si, não fornecem sabedoria nem orientação, apenas um pouco de poder e segurança. Basta, para mostrar as limitações do dinheiro como centro, que haja uma crise em nossa vida, ou na vida de uma pessoa amada. As pessoas centradas no dinheiro normalmente deixam de lado a família e outras prioridades, presumindo que todos compreenderão que as exigências econômicas encontram-se em primeiro lugar.[..]
  • Segurança:
    • Seu valor pessoal é determinado por sua renda.
    • Você é vulnerável a qualquer coisa que ameace sua segurança econômica.
  • Orientação:
    • A lucratividade é seu critério para a tomada de decisões.
  • Sabedoria:
    • Ganhar dinheiro é a lente que você usa para ver e entender a vida, e isso lhe dá uma capacidade falha de julgamento.
  • Poder:
    • Você está restrito ao que pode conseguir com seu dinheiro e sua visão limitada.
Centrado no trabalho. Uma pessoa centrada no trabalho pode ficar viciada na sua atividade profissional, mergulhando na produção, com sacrifício da saúde, relacionamento com os outros e demais áreas importantes da vida. Sua identidade fundamental deriva do trabalho: “Sou ator”, “Sou escritor”, “Sou médico”, dizem. Considerando-se que seu senso de valor está vinculado ao trabalho, a segurança é vulnerável a qualquer coisa que o impeça de continuar. Sua orientação é resultado das exigências do trabalho. A sabedoria e o poder limitam-se às áreas ligadas ao trabalho, tornando-o ineficiente em outros setores da vida.
  • Segurança:
    • Você costuma se definir a partir de seu papel ocupacional.
  • Orientação:
    • Você toma suas decisões baseado nas necessidades e expectativas do trabalho.
  • Sabedoria:
    • Você tem tendência a se limitar a seu papel profissional.
    • Acha que o trabalho é a sua vida.
  • Poder:
    • Suas ações são limitadas pelos modelos de sua atividade profissional, oportunidades ocupacionais, restrições institucionais, opiniões de seu chefe e possivelmente por sua incapacidade, em determinado momento de sua vida, de realizar uma tarefa específica.
Centrado nos bens. A força motriz de muita gente encontra-se nos bens — não somente bens materiais, tangíveis, como roupas da moda, casas, carros, barcos e joias, mas também os intangíveis, como fama, glória ou projeção social. A maioria de nós sabe, por experiência própria, o quanto este centro é especialmente frágil, simplesmente porque pode desaparecer rapidamente, influenciado por questões diversas. Se meu senso de segurança se apoia na minha reputação, ou nas coisas que possuo, viverei em um estado permanente de temor e preocupação de que esses bens possam ser roubados, perdidos ou perder o seu valor. Se me encontro na presença de alguém com renda, fama ou status mais elevado, eu me sinto inferiorizado. Na presença de alguém com menos renda, status ou fama, sinto superioridade. Meu senso de valor flutua constantemente. Não tenho constância, tranquilidade ou personalidade marcante. Tento permanentemente proteger e garantir meus bens, propriedades, investimentos, posição ou reputação. Todos nós já ouvimos histórias de gente que comete suicídio depois de perder suas fortunas, em uma queda brusca da bolsa, ou a fama, em uma derrota política.
  • Segurança:
    • Sua segurança se baseia na sua reputação, seu status social e bens materiais que controla.
    • Você tem tendência a comparar o que tem com o que os outros possuem.
  • Orientação:
    • Você toma decisões baseado no que irá aumentar, proteger, ou exibir melhor suas posses.
  • Sabedoria:
    • Você vê o mundo a partir da comparação das relações sociais e econômicas.
  • Poder:
    • Você age dentro dos limites daquilo que pode comprar, ou da importância social conquistada.
Centrado no prazer. [..]Vivemos em um mundo onde a satisfação imediata está disponível e é estimulada. A televisão e o cinema influenciam cada vez mais o aumento das expectativas nas pessoas. Eles mostram na tela o que as outras pessoas têm e o que fazem, em uma vida fácil e “agradável”. [..] Prazeres inocentes, com moderação, podem fornecer o relaxamento para o corpo e a mente, além de unir a família e os amigos. Mas o prazer, em si, é incapaz de oferecer uma satisfação completa, duradoura, ou a realização. A pessoa centrada no prazer, logo entediada com mais um degrau na escada do “divertimento”, exige cada vez mais. Dessa forma, o prazer seguinte precisa ser mais intenso e melhor, mais excitante, com um “pique” maior. Uma pessoa neste estado torna-se extremamente narcisista, avaliando a vida em função dos prazeres que esta oferece para si, aqui e agora.[..]
  • Segurança:
    • Sente-se seguro só quando está no auge de sua sensação de prazer.
    • Sua segurança tem vida curta, pouca criatividade e depende do ambiente.
  • Orientação:
    • Você toma decisões baseado no que vai lhe proporcionar mais prazer.
  • Sabedoria:
    • Você vê o mundo em termos do proveito que pode tirar dele.
  • Poder:
    • Seu poder é quase inexistente.
Centrado nos amigos. [..] A aceitação e a sensação de pertencer a um grupo distinto tornam-se importantes, quase supremas. O espelho social, distorcido e instável, transforma-se na fonte dos quatro fatores que sustentam a vida, criando um alto grau de dependência dos humores, sentimentos, atitudes e comportamentos inconstantes dos outros. O centro nos amigos também pode se concentrar exclusivamente em uma pessoa, assumindo algumas das características do casamento. A dependência emocional de um indivíduo, a espiral crescente da necessidade/conflito e as interações negativas resultantes geralmente surgem quando o centro recai em uma amizade.
  • Segurança:
    • Sua segurança deriva do espelho social.
    • Você é extremamente dependente da opinião dos outros.
  • Orientação:
    • Seu critério para tomar decisões é: “O que os outros vão pensar de mim?”
    • Você fica constrangido facilmente.
  • Sabedoria:
    • Você vê o mundo pelas lentes sociais.
  • Poder:
    • Você está limitado pela sua zona de conforto.
    • Suas ações são tão precárias quanto suas opiniões.
Centrado nos inimigos. [..]Não obstante, o centro na inimizade é bem comum, em particular quando não há alteração frequente entre as pessoas que estão em conflito real. Quando alguém acha que foi tratado com injustiça por uma pessoa, social ou emocionalmente representativa, fica muito fácil se preocupar com a injustiça, e fazer da outra pessoa o centro de sua vida. Em vez de cuidar proativamente de sua vida, a pessoa centrada no inimigo reage impulsivamente aos comportamentos e atitudes de quem considera inimigo.[..]
  • Segurança:
    • Sua segurança é volátil, baseada em movimentos dos seus inimigos.
    • Você vive se perguntando: “O que será que ele vai fazer agora?”
    • Você procura se justificar e obter apoio dos que pensam da mesma forma.
  • Orientação:
    • Você desenvolve uma dependência invertida, sendo guiado pelas ações do inimigo.
    • Você toma decisões baseando-se naquilo que vai prejudicar o inimigo.
  • Sabedoria:
    • Sua capacidade de julgamento é restrita e distorcida.
    • Você é defensivo, extremamente sensível e com frequência paranoico.
  • Poder:
    • O pouco poder de que você dispõe deriva de raiva, inveja, ressentimento e vingança — uma energia negativa que contamina e destrói, deixando pouca energia para o resto.
Centrado na igreja. [..] Existem pessoas que se ocupam tanto com rezas e projetos da igreja que ficam insensíveis para as necessidades humanas prementes que as rodeiam, contradizendo os próprios preceitos em que dizem acreditar tão profundamente. Existem outros que comparecem à igreja com menos frequência, ou nem aparecem, cujas atitudes refletem um centro mais genuíno, apoiado na ética judaico-cristã básica. [..] Na vida centrada na igreja, a imagem ou a aparência podem se tornar a preocupação dominante para a pessoa, conduzindo a uma hipocrisia que mina a segurança pessoal e o valor intrínseco. A orientação vem da consciência social, e a pessoa centrada na igreja tende a rotular artificialmente os outros, com termos como “ativo”, “inativo”, “liberal”, “ortodoxo” ou “conservador”.
  • Segurança:
    • Sua segurança se baseia na atividade religiosa e no apreço que as pessoas com autoridade e influência têm por você.
    • Você se identifica e se sente seguro com as comparações e os rótulos religiosos.
  • Orientação:
    • Você se guia pelo modo como os outros avaliam suas ações, no contexto dos ensinamentos e expectativas da igreja.
  • Sabedoria:
    • Você divide o mundo em “crentes” e “não crentes”, “participantes” e “omissos”.
  • Poder:
    • Sua noção de poder deriva da posição ou do papel que ocupa na igreja.
Centrado no eu. Talvez o centro mais comum nos dias de hoje seja o eu. Sua forma mais óbvia é o egoísmo, que viola os valores da maioria das pessoas. Mas, se nos detivermos atentamente na maioria das abordagens do amadurecimento e da satisfação pessoal, encontraremos, muitas vezes, o eu em seu centro. Há pouca segurança, orientação, sabedoria ou poder no centro limitado fornecido pelo eu. Assim como o mar Morto, na Palestina, ele aceita mas nunca dá. Está estagnado. Por outro lado, ficar atento ao amadurecimento da personalidade, dentro de uma perspectiva mais ampla, de aumentar a capacidade do eu para servir, produzir e contribuir de forma significativa, cria as condições para um aumento dramático nos quatro fatores que sustentam a vida.
  • Segurança:
    • Sua segurança muda e se altera constantemente.
  • Orientação:
    • Seus critérios de julgamento são: “O que eu quero”, “O que eu preciso”, “O que é que eu levo nisso?”
  • Sabedoria:
    • Você vê o mundo pelas suas próprias decisões, eventos ou circunstâncias que o afetarão.
  • Poder:
    • Sua liberdade de agir está limitada por seus próprios recursos, sem os benefícios da independência.
Ao centrarmos nossas vidas em princípios corretos, criamos uma base sólida para o desenvolvimento dos quatro fatores que sustentam a vida.
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